sexta-feira, 31 de outubro de 2014
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Mulher Migrante Venezuela | Manuela Aguiar: Ex-governante apoia as mulheres diretivas portuguesas na Venezuela
Caras Amigas,
É com muito entusiasmo que aqui, em Portugal,
acompanhamos os trabalhos de preparação do próximo Congresso da Mulher Migrante
na Venezuela e que tomamos conhecimento do merecido apoio que recebem dos
nossos Diplomatas, das Autoridades portuguesas na Venezuela.
Digo “entusiasmo” e poderei acrescentar
“admiração e orgulho” pelo percurso até agora realizado e que o II Congresso
projetará para o futuro. É uma prova do que as Mulheres, quando se lançam numa
grande aventura de solidariedade e progresso são capazes de fazer pelas suas
comunidades.
Numa fase em que as dificuldades são maiores,
maior é a importância do associativismo e do voluntariado feminino, pelo que
contribui para a expansão do mundo da lusofonia, e para encontrar resposta a
tantos problemas concretos. As Portuguesas da Venezuela tornaram-se, no século
XXI, um paradigma de intervenção cívica, que as coloca na vanguarda do vasto
espaço da nossa Diáspora.
Cheia de natural expectativa e esperança, envio
votos de uma profícua reunião no Consulado de Portugal em Caracas. Para todas,
o meu abraço.
Maria Manuela Aguiar
Fundadora da “Mulher
Migrante” em Portugal
Contacto imprensa
Milu de Almeida: contacto@mulhermigrante.org.ve
Mais informações
Mulher Migrante Venezuela | Embaixatriz de Portugal na Venezuela felicita as mulheres diretivas portuguesas na Venezuela
É com muito prazer que me dirijo a todas as
mulheres imigrantes portuguesas na Venezuela.
No dia 9 de Novembro, realiza-se o II Congresso
da Mulher Imigrante, onde serão abordados temas relacionados com as
necessidades e preocupações de todas as mulheres.
Se a decisão de emigrar pode ser difícil para
as famílias que deixam o seu país e a sua cultura, para as mulheres torna-se
fundamental, na maioria das vezes, colocarem a sua devoção à família à frente
das suas ambições pessoais e profissionais.
Eram elas, mulheres e mães, que ficavam muitas
vezes sozinhas com os filhos até receberem uma “carta de chamada”, a qual
permitia a reunião familiar. E, mais tarde, no país de acolhimento o papel das
avós e mães é reconhecido pela sua determinação em manter vivos os valores e
tradições de Portugal, ao mesmo tempo que se esforçavam para se adaptarem e
obterem a “naturalização” no novo país.
Assim, espero, brevemente, no congresso, ouvir
muitas mulheres para que possamos conhecer melhor o contributo da mulher portuguesa
no desenvolvimento deste país e também deixar às novas gerações um testemunho
de vontade e perseverança.
Maria Teresa da Silva
Relva
Embaixatriz de
Portugal na Venezuela
Contacto imprensa
Milu de Almeida: contacto@mulhermigrante.org.ve
Mais informações
Mulher Migrante Venezuela | Carlos Páscoa: Deputado em Lisboa saúda as mulheres diretivas portuguesas na Venezuela
Caras amigas,
Gostaria de enviar a todas e todos os
participantes da reunião preparatória do II Congresso Nacional da Mulher
Portuguesa na Venezuela uma saudação muito especial.
A necessidade de valorizar a mulher portuguesa
da diáspora é mais atual do que nunca.
Todos sabemos que as listas das Direções das
Associações Portuguesas e de Luso Descendentes espalhadas pelo mundo são
compostas em sua maioria por nomes masculinos, no entanto, quem efetivamente
faz funcionar essas Associações é o corpo feminino, que atua na retaguarda e na
maioria das vezes praticamente invisível.
Tudo que é ligado ao apoio social, à cultura,
ao ensino da língua portuguesa e à gastronomia está relacionado com o corpo
feminino, a quem, repito, não é dada a devida valorização, por isso, entendo
que é tempo de se colocar este tema sobre a mesa e com total prioridade para
que seja discutido longe de qualquer preconceito.
Um abraço a todas e todos e votos de muito
sucesso.
Carlos Páscoa
Deputado à Assembleia
da República
Contacto imprensa
Milu de Almeida: contacto@mulhermigrante.org.ve
Mais informações
Mulher Migrante Venezuela | Cônsul Geral de Portugal em Caracas enaltece trabalho das mulheres diretivas portuguesas na Venezuela
Em primeiro lugar queria desculpar-me, mas
anteriores compromissos impedem-me de poder estar presente na reunião de
preparação do II Congresso Nacional da Mulher Portuguesa na Venezuela que
decorre nas instalações deste Consulado-Geral, no sábado dia 11 de Outubro de
2014.
Não quero, no entanto, deixar de, por este
meio, desejar as maiores felicidades a estes trabalhos preparatórios que
demonstram o cuidado com a organização do referido Congresso que terá lugar em
Caracas, no próximo dia 9 de Novembro.
Esta magna reunião irá tratar de temas tão
significativos como os portugueses de sucesso na Venezuela, as mulheres e os
jovens portugueses neste país ou a importância e valorização da língua e
cultura portuguesas. Face a temas tão expressivos e de tão grande interesse,
exorto à presença do maior número de participantes, pois só juntos é que
podemos melhor identificar as questões a que é necessário dar resposta.
Bem hajam e desejo os maiores êxitos aos
trabalhos.
Luiz de Albuquerque
Veloso
Cônsul-Geral de
Portugal em Caracas
Contacto imprensa
Milu de Almeida: contacto@mulhermigrante.org.ve
Mais informações
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
“Mulher Migrante de Venezuela” discute a portugalidade (in Correio de Venezuela)
“Mulher
Migrante de Venezuela” discute a portugalidade
O
segundo congresso da associação decorre a 9 de Novembro, em Caracas.
Já está marcado o II Congresso Nacional da
Mulher Migrante na Venezuela: Será a 9 de Novembro, domingo, no Salão Caroní,
no Hotel Gran Meliá Caracas, uma forma de celebrar a portugalidade na
Venezuela. O programa contempla, na abertura, a recepção aos participantes e a
entrega do material que será usado durante o evento. De seguida, a secretária
geral e a comissária do congresso dirão umas palavras de boas-vindas.
De início, haverá dois painéis: O primeiro
tratará sobre a mulher luso-venezuelana, e o segundo sobre a língua portuguesa
na Venezuela. Depois, será realizado um debate público sobre ambos. No final,
os participantes terão um intervalo para almoço por conta própria.
Após o almoço, terão lugar os terceiro e quarto
painéis, que terão como conteúdo os luso-descendentes com êxito e a juventude
luso-venezuelana. Depois disto, lugar para um debate público, seguindo-se um
coffee-break.
O quinto e último painel será acerca da
portugalidade na Venezuela e no mundo, com o respectivo debate público. O
evento termina com a apresentação das conclusões.
O evento de 2013, ‘Congresso Mundial da Mulher
Migrante’, foi considerado um êxito. A reflexão no final da nota de imprensa,
no encerramento deste evento, dizia: “Esta reunião era para celebrar: O
cenário, o presente, reflectir, questionar as múltiplas facetas da cidadania
das mulheres. Demos mais um passo no longo caminho pela frente no mundo da
diáspora, e, em particular, da diáspora no feminino. Como disse o poeta, “o
caminho faz-se andando”, e esta associação, a pé, iniciada pelas mulheres e os
homens de valores, faz com que os combatentes e os desejosos de um mundo melhor
tenhamos todos mais confiança, apesar das limitações, mas já com os olhos
postos no futuro.”
Fernando Cámara
Autor: Correio de Venezuela
(editorial@correiodevenezuela.com)
Jueves, 25 de Septiembre de 2014
terça-feira, 30 de setembro de 2014
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Mulher Migrante Venezuela: Órgãos Sociais 2014
Presidente
Nasceu em
Pardilhó (Aveiro, Portugal)
Professora
no estado Vargas
Vice-Presidente
Nasceu em
Santo António (Funchal, Portugal)
Doméstica
no estado Carabobo
Secretária
Nasceu em
Valencia (Carabobo, Venezuela)
Professora
no estado Carabobo
Tesoureira
Nasceu em
Caracas (Distrito Capital, Venezuela)
Contabilista
no Distrito Capital
Vice-Tesoureira
Nasceu em
São Paio de Oleiros (Santa Maria da Feira, Portugal)
Contabilista
no estado Miranda
Primeira
Vogal
Nasceu em
Seixal (Porto Moniz, Portugal)
Empresária
no estado Aragua
Segunda
Vogal
Nasceu em
Caracas (Distrito Capital, Venezuela)
Advogada no estado Miranda
Conselho de Representantes da associação “Mulher Migrante Portugal” na Venezuela
REPRESENTANTES
NA VENEZUELA
Art. 10º,
nº2 Art. 12º, nº 1 alínea a) Art. 19º dos Estatutos
Lista de
Representantes da associação “Mulher Migrante na Venezuela” aprovada, por
unanimidade em Caracas a 14 de junho de 2014
Mulher Migrante Venezuela: Plano de Atividades 2014
PRIMEIRO
TRIMESTRE 2014
Oficialização
da Associação Nacional “Mulher Migrante” na Venezuela
SEGUNDO
TRIMESTRE 2014
Interatividade
com a rede associativa nos estados Carabobo, Aragua, Miranda, Vargas e Distrito
Capital.
TERCEIRO
TRIMESTRE 2014
Interatividade
associativa luso-venezuelana do Norte, Sul, Ocidente e Oriente do país. Reunião
geral no Consulado Geral de Portugal em Caracas.
QUARTO
TRIMESTRE 2014
2º
Congresso Nacional da Mulher Migrante na Venezuela com a participação da rede
associativa luso-venezuelana e a intervenção de personalidades portuguesas
vindas do exterior.
Mulher Migrante Venezuela: Princípios e Objetivos
A
associação nacional “Mulher Migrante” na Venezuela dinamiza o movimento
associativo feminino português local com 14 instituições luso-venezuelanas. Foi
oficializada pelas autoridades da República Bolivariana da Venezuela a
05/02/2014.
OBJETIVOS
- Promover, organizar e executar qualquer tipo de atividade que possa contribuir ao estudo da problemática da migração feminina luso-venezuelana
- Fomentar a Colaboração com aquelas mulheres profissionais e dirigentes de associações luso-venezuelanas
- Combater as ideias e movimentos xenofóbicos
- Promover o apoio e integração da mulher na sociedade luso-venezuelana e a defesa dos seus direitos de participação social, económica e política
ATIVIDADES
Para
alcançar os objetivos mencionados, a Associação deverá:
- Apoiar, promover, profundizar e dinamizar redes de intercâmbio entre mulheres da comunidade luso-venezuelana e pessoas interessadas nos aspectos históricos, sociais, económicos, culturais e jurídicos das migrações
- Cooperar nas áreas de interesse profissional e económico
- Organizar encontros e atividades com aspectos de interesse para mulheres migrantes
- Promover a igualdade de participação entre mulheres e homens no meio familiar, profissional, social e público
Carta de Fatima Pontes (directiva de “Mulher Migrante” en Venezuela)
Hola a todos nuestros amigos, debo manifestar que falleció
mi mamá, María Celeste de Pontes, o como la llamaban So Pontes, en verdad no es
fácil dar esta noticia luego de 2 meses de intensa lucha mamá cerró sus ojos, y
sólo me queda recordarla junto a Vanda, como era ella sólo ella, única y muy
lúcida que admirare siempre.
Pendiente de su Portugal, de su Isla Madeira, de esta
Venezuela que tanto amó, de su Folklore, sus costumbres, de su familia, de sus
hijos, de esos logros profesionales que los apreció con orgullo, y sobre todo
ese decir sencillo, vayan hay que apoyar si nos necesitan, hay que ir.
En la parte cultural y asociativa trabajó para fundar el Lar
Lusitano, hoy en día la Casa Portuguesa Venezolana Valencia, y del Folklore
Lusitano de Valencia, actualmente grupo "Saudades", y por supuesto en
estos últimos años su corazón con el Festival de Danzas Folklóricas
Internacionales. Lo importante que disfrutó de todos estos momentos que la vida
le dió....
Quiero agradecer a todas las personas, familiares y amigos,
que estuvieron siempre apoyándonos. A la Universidad de Carabobo, Consulado de
Portugal en Valencia, Padre Pedro Freitas, Federación de Centros Portugueses en
Venezuela, Asociación Mulher Migrante Venezuela, Cámara Venezolana
Portuguesa-Valencia, Casa Portuguesa del Edo. Aragua, Academia de la Espetada
Maracay, Casa Portuguesa Venezolana-Valencia, Centro Social Madeirense,
Comisión Día de Portugal- Valencia, Presidencia de PortuNoticias Prensa
Internacional (Adé Caldeira), Comité Rector Festival Danzas Folklóricas
Internacionales, Grupo ensamble UC. Grupo de Teatro Histrionis del Centro Ítalo
de Valencia. Por favor disculpen, si se me pasa por alto alguna otra
institución.
A sus médicos tratantes Dr. Gil Fernández Pereira y la Dra.
Zoraida Méndez Padrón.
En nombre de su familiares y sus hijas Fátima y VandaPontes. Nuestro agradecimiento de corazón.
“La vida no se mide por la veces que respiramos, sino por
aquellos momentos que nos dejan sin aliento” (Alessandro Mazariegos)
Fatima Pontes, directiva de “Mulher Migrante” en Venezuela
Comunicado | Mulher Migrante Venezuela: Fallecimiento de la madre de nuestra directiva Fátima Pontes
La asociación nacional “Mulher Migrante” en Venezuela
informa del fallecimiento de la Sra. Celeste Pontes, madre de nuestra colega
directiva la Dra. Fátima Pontes, persona de alta estima en nuestros medios asociativo
lusovenezolano, empresarial y folclórico.
Nuestra Junta Directiva se une al doloroso pesar por tan
lamentable pérdida y hace extensivo sus pésames a su hermana Vanda Pontes,
familiares y amigos.
Contacto
prensa: Milu de Almeida
Programa del II Congreso Nacional de la Mujer Portuguesa en Venezuela
II Congreso Nacional de la Mujer Portuguesa en Venezuela
La portugalidad en Venezuela
Domingo 9 de Noviembre de 2014 a las 10:00 am
Hotel Gran Meliá Caracas - Salón Rio Caroní
Apertura del 2° Congreso Nacional de la Mujer Migrante en
Venezuela
Recepción de las congresistas y entrega del material para el
congreso
Palabras de bienvenida
Presentación de la Secretaria General y de la Comisaria del
Congreso
Panel 1 |
La mujer lusovenezolana
Panel 2 |
Lengua portuguesa en Venezuela
Debate
público sobre los paneles 1 y 2
Receso para almuerzo (por cuenta propia)
Panel 3 |
Lusodescendientes con éxito
Panel 4 |
Juventud lusovenezolana
Debate
público sobre los paneles 3 y 4
Coffee-break
Panel 5 |
Portugalidad en Venezuela y en el mundo
Debate
público sobre el panel 5
Aprobación de las conclusiones
Clausura del 2° Congreso Nacional de la Mujer Migrante en
Venezuela
Contactos: mail, pagina internet y redes sociales
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Comunicado | Mulher Migrante Venezuela: “As novas gerações estão a afastar-se das raízes portuguesas e por isso que Portugal deve reforçar a relação ibero-americana” | Dia Internacional do Migrante
Para poder falar da nova emigração é
preciso rever a sua história, para assim melhor compreender as mudanças que ao
longo do tempo têm vindo a suceder. Para isso é importante saber os motivos que
levaram, no passado, o povo português a procurar novos horizontes. Razões
várias, dos tempos mais remotos à atualidade, justificam este fenómeno. De
assinalar a falta dos meios de subsistência responsáveis pelo "êxodo"
de emigrantes isolados e de famílias inteiras, hoje radicadas nos diversos
países de imigração. É também importante assinalar as circunstâncias de
natureza política que as determinaram, associadas a perseguições desta
natureza, à falta de liberdade de expressão, à guerra nas antigas colónias e a
práticas sociais dominantes que impulsaram a fuga de muitos jovens, antes ou
durante o cumprimento do serviço militar.
A família portuguesa tendeu sempre a
acentuar o aspeto da identidade, colocando de lado qualquer apelo de
integração, pois este era entendido e sentido como uma ameaça à sua identidade.
Os emigrantes portugueses procuraram sempre manter uma unidade cultural que os
impedia de integrar as sociedades onde se inseriam, mantendo sempre a esperança
e o desejo de regressar ao seu país de origem. No entanto, “a dinâmica de uma sociedade multicultural e
intercultural assenta, por um lado, na cultura da autonomia, por outro, na
obrigatoriedade da participação e o emigrante português, fixado na ideia de
regresso, sentia pouca vontade de participar e de se integrar na nova
comunidade”.
Gradualmente, este tipo de emigração
sofreu alterações. Se o projeto primeiro era angariar o máximo de dinheiro no
mínimo de tempo, para poder regressar, cedo a família deu-se de conta que esse
projeto económico não era realizável no espaço de tempo sonhado e,
prolongando-se, entrava em conflito com outros objetivos importantes - A
formação escolar das crianças exigia o adiamento do regresso e obrigava a uma
certa integração de facto, em conflito com a ideia do regresso. A
redistribuição de papéis na família, muitas vezes de forma pouco fiel à
tradição, começava a afirmar-se à medida que as mulheres encontravam formas de
trabalho remunerado.
Através de testemunhos podemos
constatar que a educação familiar teve um peso significativo na formação e na
vida das mulheres de origem portuguesa, tendo muitas delas relatado que os pais
eram severos e austeros, ensinando principalmente os costumes da sociedade
portuguesa. Relatam que tiveram uma educação diferenciada em comparação aos
irmãos, pois, não gozando de nenhuma liberdade, deveriam ser acompanhadas
sempre que saíam de casa, seja pela mãe ou por um irmão. Os pais controlavam
bem de perto a sua vida até ao casamento, para entregar a filha
"intata" ao futuro marido.
No entanto, as mulheres da segunda
geração, que atingiram um nível educativo superior, são pessoas na maioria das
vezes com uma identidade ambígua. Conhecem bem os padrões da pátria dos seus
pais, não partilham a sua rigidez, mas gostam dos seus hábitos alimentares e
das reuniões familiares aos domingos e nos dias de festa. No entanto, já não
conseguem ter grande fluência na língua dos pais, limitando o seu vocabulário
ao indispensável para a comunicação doméstica. Isto traz como consequência que
seja mais fácil expressarem-se na língua do país onde vivem e muitas vezes já nem
se identificam como portuguesas.
Se bem é certo que nos princípios da
emigração portuguesa, no que se refere à Venezuela, observamos a típica
emigração da mala de cartão, a saudade do país que deixaram atrás e da família
que só voltariam a ver depois de muitos anos, não é menos certo que esta
emigração logrou inserir na comunidade venezuelana e trespassar as barreiras
culturais e linguísticas que num principio lhes parecia quase impossível. Os
portugueses estão hoje perfeitamente integrados na cultura, na sociedade e na
vida económica venezuelana. No entanto
também observamos que as novas gerações estão a afastar-se das raízes
portuguesas. É por isto que Portugal deve reforçar a relação ibero-americana,
que deve passar pelo fortalecimento nas áreas política e económica, mas também
pelas educativa e cultural. Não podemos perder de vista que o multiculturalismo
e a globalização são fenómenos crescentes e irreversíveis.
A Associação Mulher
Migrante na Venezuela deseja a
todos os migrantes residenciados neste país um futuro de esperança, paz e
armonia. PAZ NA TERRA AOS HOMENS E MULHERES DE BOA VONTADE.
Contacto: Milu de Almeida
(Presidente)
________________________________________________________
A 4 de dezembro de 2000 a Assembleia
Geral da ONU,devido ao aumento dos fluxos migratórios no mundo, proclamou o dia
18 de Dezembro dia dos migrantes internacionais. Dez anos
atrás, neste dia, em 1990, a Assembleia já aprovara a Convenção Internacional
sobre a protecção dos direitos de todos os trabalhadores migrantes e membros
das suas famílias.
No seu relatório à Assembleia Geral,
em outubro de 2013, o secretário-geral delineou um plano ambicioso de oito
pontos para que a migração obtenha benefícios : migrantes, as sociedades de
origem e também do destino. "A migração é uma expressão da aspiração
humana de dignidade, de segurança e de um futuro melhor. É parte do tecido
social da nossa condição como uma família humana", disse o
secretário-geral nas suas observações.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Mulher Migrante na Venezuela: Comunicação de Milú de Almeida no Congresso Mundial “Mulher Migrante”, Lisboa 2013
Encontro Mundial - Mulheres da
Diáspora - “Expressões Femininas da Cidadania”
Palácio das Necessidades - Largo do Rilvas - Lisboa, 24 e 25 de Outubro
2013
Comunicação de Milú de Almeida
PROBLEMÁTICA E RAZÃO DA EXISTÊNCIA DO ASSOCIATIVISMO NA VENEZUELA
Para falar de associativismo devemos primeiro definir o conceito de
associação.
A associação é uma faculdade tanto social dos indivíduos como um meio de
unir esforços e partilhar ideais através da associação de pessoas para fornecer
respostas coletivas a certas necessidades ou problemas.
Os indivíduos são ambos os seres seletivos e sociais que por um lado
sentem a necessidade de associar-se, e por outro são capazes de escolher com
quem, porquê e como, pelo que podemos falar de uma necessidade social de
afinidade seletiva.
A associação é um instrumento de participação, caracterizado por surgir
a partir do acordo, em que um grupo humano, em conformidade com as vontades que
o compõem, considera-se ter interesses semelhantes e um objetivo comum para
alcançar, formando assim uma associação em particular.
Uma vez esclarecido o conceito de associação, vamos então falar do
associativismo na Venezuela, a sua problemática e porquê está a aumentar a
necessidade de diferentes associações no país.
Em primeiro lugar o estatuto de imigrante, contra o que podem pensar
muitos, é muito difícil. Estar longe da família, entes queridos, seus costumes
e tradições leva o imigrante a sentir-se sozinho e isolado e daí a necessidade
de ter algum lugar que o faça recordar a terra onde nasceu.
Na Venezuela, surgiram nos últimos anos, dois fatores importantes que
levam os imigrantes cada vez mais a reunirem-se em associações: a insegurança e
a situação sócio-económica.
SITUAÇÃO SÓCIO-ECONÓMICA
Quanto à situação sócio-económica é bem conhecida a grave crise que
atravessa o país.
Um país onde os controles de câmbio e alta inflação, trouxeram como
consequência que a nossa comunidade esteja cada vez mais afastada da Pátria que
a viu nascer.
Preocupa enormemente que o Governo Português tenha uma noção errada da
situação económica da comunidade portuguesa na Venezuela. A nossa comunidade
não é a que assiste e promove os almoços e eventos com os nossos políticos
quando se deslocam para a Venezuela. Isso é uma minoria. A realidade é que
temos uma comunidade com dificuldades económicas e muitos vivem em extrema pobreza.
Ainda para agravar mais a situação, de 800 portugueses que recebiam o ASIC,
hoje estão a receber esta ajuda somente 25. Tudo isto devido a uma atualização
dos subsidiados.
É certo que houve que sincerar estas ajudas, mas com a esperança de que
se aproveitasse o orçamento para ajudar outros mais necessitados. Isto não
sucedeu.
Agora as nossas associações são lugares donde todos os dias chegam
pedidos de ajuda e aqueles que fazem parte destas associações promovem eventos
para poder solucionar, em parte, muitos dos problemas financeiros da nossa
comunidade.
·
Temos
assim, por exemplo, as Academias da Espetada. A Academia Mãe que é a da Cidade
de Maracay, Academia da Espetada de Caracas, Academia da Espetada de Cidade
Guayana e Academia de Barquisimeto. Estas Academias são geridas por mulheres
que se chamam Amigas. O seu único objetivo é ajudar aqueles que precisam.
Juntam-se todos os meses e partilham um jantar. Com o que obtêm destes jantares
fazem as suas obras de beneficência tanto a idosos como a jovens.
·
As
Academias do Bacalhau geridas por homens que se chamam compadres. Igualmente
também se reúnem todos os meses a partilhar um jantar com bacalhau e as
receitas são para ajudas benéficas. Existe a Academia do Bacalhau de Caracas,
que ademais de ajudar casos pontuais, suporta o Lar de Idosos Padre Joaquim
Ferreira. Academia de Maracay e Valencia com o mesmo objetivo e o Lar de Idosos
de Maracay. Recentemente foi oficializada a Academia dos Altos Mirandinos que
colabora com o Santuário Virgem de Fátima que se está a construir nessa região.
·
Associação
Só Bem, Netas do Lar Padre Joaquim Ferreira, Sociedade de Beneficência de Damas
Portuguesas. Todas elas ajudam pessoas necessitadas e as Netas partilham com os
idosos duas vezes por mês com merendas e almoços convívio.
·
Fundação
Martins atende crianças e jovens com paralise cerebral. Têm 37 casos na
Fundação, mas têm censados 2.700 casos.
·
Associação
de Jovens Luso-Descendentes e Federação Americana de Jovens Luso-Descendentes.
·
Filhos
de Portugueses espalhados pelo Mundo funciona esta Associação na Net através da
sua página web.
·
Existem
ademais Associações que pretendem partilhar o saudosismo do lugar de nascimento
e com o convívio que fazem anualmente ajudam a manter não somente as suas
tradições mas também se unem para auxiliar os que precisam. São estas: Os
Filhos do Faial, de Santa Cruz, de Câmara de Lobos, Associação de São Vicente,
Associação de Santa Maria da Feira, Virgem de Fátima de Guatire, Virgem de
Fátima de Los Teques, Associação do Minho, Associação do Alentejo.
Estão ativos 21 clubes ou centros portugueses em todo o país. Estes
clubes, se bem são geridos na sua maioria por homens, têm as Comissões de Damas
conformadas pelas respectivas esposas dos senhores das Juntas Diretivas.
Entre as funções principais da Comissão de Damas estão, planejar e
executar atividades de caráter recreativo e social, dirigidas a toda a massa
associativa, com ênfase especial para as crianças. Entre as responsabilidades
delas está o apoio aos sócios, família, empregados, pessoas da comunidade
portuguesa e da sociedade venezuelana que requerem de apoio para tratamentos
médicos, operações, consultas, pessoas mais carenciadas. As atividades delas
são pilar fundamental do compromisso social que devem por convicção exercer no
peito da instituição e da sociedade em geral.
Também dentro das funções delas está planejar e executar as atividades
que o clube oferece aos seus empregados e família, como as festividades de
Natal, o dia da criança, o dia da mãe, do pai entre outros.
A sua contribuição para o endereço de relações públicas é fundamental.
Entre as duas áreas promovem eventos como a eleição da rainha e madrinha do
clube, princesas e princesinhas de carnaval, a festa dos quinze anos, festa cor
de rosa a favor da luta contra o cancro de mama e a coordenação dos atos
religiosos do clube, como as confirmações, comunhões, entre outros.
Ademais destas Associação e Clubes, existem no país 30 Agrupações
Folclóricas que trabalham gratuitamente para causas benéficas.
Tanto Associações como Clubes são lugares de encontro da comunidade
portuguesa na Venezuela e são sítios para fomentar a continuidade da nossa
cultura neste país.
Os apoios a estas Associações e Agrupações têm sido até aos momentos
quase inexistentes na Venezuela, um país com uma extensão territorial tão
imensa, as Associações que se encontram em lugares remotos e de poucos
recursos, fazem um duplo esforço para poder sustentar-se:
Cada dia é mais difícil o intercâmbio cultural com artistas,
historiadores, escritores da nossa Pátria, pois a atual situação económica
conjuntamente com a desvalorização monetária, tornam praticamente impossível a
realização duma atividade tão importante como esta e é lamentável que os
Governos de turno não tenham sabido aproveitar o saudosismo das iniciativas de
promoção de atividades culturais ou sociais em todas as suas manifestações e
que muito têm beneficiado a Lusitaniedade além fronteiras.
INSEGURANÇA
Venezuela registrou um total de 16.000 homicídios em 2012. Isto representa
uma taxa de 54 homicídios por 100.000 habitantes, quase +14% que no ano
anterior, segundo dados relatados pelo governo, que prometeu reforçar medidas
para combater a insegurança.
No entanto, a organização Observatório Venezuelano da Violência (OVV) argumenta
que os assassinatos no ano passado foram 21.000 registrados que eleva a taxa de
73 mortes por 100.000 habitantes, segundo dados não oficiais citados no seu
relatório de 2012, Venezuela é o país latino-americano mais violento.
O problema da insegurança na Venezuela é bastante grave. De acordo com
um relatório da ONU publicado em setembro no ano passado, tornou-se o 6º país
com maior taxa de homicídios do mundo, de 206 países comparados; Nós somos o
país com o maior número de homicídios na América do Sul.
Pelo menos 149 mortes violentas ocorreram em Caracas até nos primeiros
nove dias do mês de agosto, segundo dados não oficiais. De acordo com o
jornalista do “El Nacional”, Javier Ignacio Mayorca, o número de mortes de
forma violenta é aproximadamente de 16 por dia.
Uma média de quase 18 corpos cada dia foram admitidos na morgue de Bello
Monte nos primeiros treze dias do mês de outubro que de acordo com o montante
total chegou aos 230 cadáveres na Medicature forense de Caracas.
Fontes da Universidade Central da Venezuela dizem que a nação lidera o
ranking de violência global.
Na América Latina a média é de 30 homicídios por 100.000 habitantes. Na
Venezuela é de 44 homicídios, ou seja, nós estamos (19 homicídios) acima da
média latino-americana e de acordo com a UNESCO é a taxa mais alta do mundo.
Isto significa que ocorre aproximadamente cada meia hora um assassinato no
nosso país.
Diferentes áreas da administração de especialistas do sistema de Justiça
concordam que apenas 7% das mortes são resolvidos, e 93% permanecem impunes. O
Sociólogo Dr. Roberto Briceño León do Observatorio Venezuelano da Violência
pensa que este ano Venezuela atingirá os 25.000 homicídios ou mortes violentas.
Como consequência da situação anteriormente exposta, a Comunidade sente
a necessidade cada vez mais do encontro em lugares que possam proporcionar-lhes
entretenimento e ao mesmo tempo segurança, tanto para eles como para as suas
famílias.
Clubes e associações fornecem esta oportunidade, pois eles contêm os
espaços necessários para o desfrute desportivo e cultural com um mínimo de
risco. Ao mesmo tempo, frequentar esses lugares, de alguma forma contribui com
a aquisição da portugalidade de que estamos todos orgulhosos.
Hoje é extremamente angustiante para os pais ver os filhos saírem a
divertirem-se, como é o direito de cada cidadão, devido a anarquia vigente no
país. Estes lugares são hoje mais necessários do que nunca. No entanto, é lamentável
que só uma minoria tenha acesso a eles por causa do custoso que significa ser
sócio de um destes clubes. Muitos enfrentam sérias dificuldades para cobrir a
mensalidade que deve ser paga, mas é quase uma obrigação fazê-lo, pois a
segurança dos nossos filhos é o mais importante.
Hoje em dia, no país em que vivemos pertencer a um clube ou uma
associação não é um luxo, mas sim uma necessidade.
Faço aqui um apelo ao Governo Português para que ponha mais atenção aos
problemas das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, porque muitas
destas comunidades estão a atravessar graves problemas.
Lamentavelmente a Comunidade Portuguesa na Venezuela está a passar
momentos difíceis. Nós não pedimos imigrar.
Ninguém imigra porque quere. A situação de miséria e fome que vivia
Portugal levou muitos dos nossos antepassados a tomar esta decisão.
Pode-se dizer que aliviamos o País dum gasto público maior, mas também
há momentos que estes filhos que foram criados por uma mãe adotiva precisam da
mãe de criança.
Não se esqueçam, senhores políticos!
Bibliografia
·
Correio
da Venezuela
·
Observatório
Venezolano de Violencia
·
Reportero 24
·
Diario La Voz
·
Diario del Caroní
·
Código Venezuela
·
El Universal
·
Ponencia Associativismo por Lic. Luisa Campos –
2º Congreso Nacional de la Mujer Luso-Venezolana
·
Ponencia Associativismo del Profesor Jany
Moreira - Encuentro de Luso Descendientes
Manuela Aguiar: Discurso de abertura do Congresso Mundial “Mulher Migrante”, Lisboa 2013
Uma primeira palavra de agradecimento por estarem nesta reunião a que todos somos convocados por uma grande vontade de "fazer futuro" com as forças e as dinâmicas criadas pelo movimento constante das migrações.
É este o sentido que queremos dar a uma comemoração tão especial, porque, mesmo que nos permitamos alguns momentos de nostalgia na memória de pessoas e de acontecimentos inesquecíveis, é, sobretudo, a visão prospectiva que nos motiva.
São 20 anos da "Mulher Migrante- Associação de Estudos, Cooperação e Solidariedade".
20 anos de intenso envolvimento na vida das comunidades da Diáspora, olhando a sua situação e o seu evoluir, através da ação, das perspectivas e projetos de mulheres, que estão, ainda quando não parecem estar na base da sua construção e das suas profundas transformações.
20 anos de estudo: de apelo constante a um encontro de mundos, não muito fáceis de aproximar - o mundo do "saber de experiência feito" e o da investigação científica - que sempre, com excelentes resultados, procuramos pôr em diálogo nos numerosos congressos, colóquios, jornadas de reflexão, em que é pródigo este passado de duas décadas.
20 anos de cooperação e solidariedade com instituições de muitas comunidades e países e com sucessivos governos, no que poderemos chamar políticas de emigração, com uma componente fundamental de género.
Em Portugal, o embrião das políticas para a igualdade e promoção ativa da cidadania, através da audição das mulheres da diáspora, vem de longe, da meia década de 80, podendo nós, por isso, reclamar neste domínio um inquestionável pioneirismo, em termos europeus e universais - mais um dos assomos de vanguardismo com que o nosso País surpreende os outros, de vez em quando...
Mas foi preciso esperar pelo início do século XXI para podermos falar de políticas desenvolvidas com caráter sistemático, no cumprimento assumido, dentro e fora do País, das tarefas que o legislador constitucional impõe ao Estado para promover o aprofundamento da democracia, que passa necessariamente pela efetiva igualdade para as mulheres na vida da República, ou "res publica".
Julgo que podemos afirmar que e emergência de um novo ciclo de políticas para a igualdade, se abriu com os “Encontros para a Cidadania - a igualdade entre homens e mulheres”, realizados em diferentes regiões do mundo, entre 2004 e 2009, e agora continuados em Encontros Mundiais de caráter periódico, numa parceria entre o Governo e a "sociedade civil", conforme o previsto na inédita Resolução nº 32/2010, proposta pelo então deputado pela Emigração José Cesário.
A AEMM, cujas fundadoras haviam estado, quase todas, na organização do 1º Encontro Mundial em 1985, ligou, de uma forma explícita, querida e afirmada, o seu destino a este processo histórico - e o tê-lo conseguido até ao presente reforça a vontade de se transcender em novas iniciativas e colaborações cívicas, levadas a cabo, como sempre aconteceu em espírito de puro voluntariado e com o impulso de fortes convicções.
As políticas de género na emigração - e a AEMM pode bem testemunha-lo enquanto parceira de governos de diferentes quadrantes político partidários - são um exemplo de continuidade, de respeito pelos princípios constitucionais, vazados em boas práticas - uma continuidade que é coisa rara em Portugal, cuja vida pública é marcada pela tentação de destruir tudo o que vem do passado, por vezes até dentro do mesmo governo (com a simples mudança do titular da pasta), num quadro de permanente instabilidade, em rupturas e recomeços que significam tremendos desperdícios de meios e energias...
É, pois, muito bom poder, em contracorrente, prosseguir, com o Dr. José Cesário, o trabalho encetado com o Dr. António Braga, com a Dra Maria Barroso. a Presidente dos Encontros para a Cidadania, grande cidadã Portuguesa, que nos deu a honra de conosco tem estado, como inspiradora e aliada, desde o início.
20 anos, a perseguir a utopia igualitária! Utopia ainda, mas a permitir-nos falar em certezas de progresso, nas expressões femininas da cidadania, pondo em foco as suas realizações, nos múltiplos domínios em que interagem com os homens no espaço nas comunidades do estrangeiro. Na verdade, o todo das comunidades, os homens, como as mulheres, não estão ausentes das nossas preocupações, porque o equilíbrio que desejamos é necessariamente construído também com eles.
É a emigração toda que está no horizonte das nossas preocupações nesta conjuntura dramática que atravessamos, perante um êxodo desmesurado, em que as mulheres, pela primeira vez, ombreiam com os homens, e os trabalhadores menos qualificados, com o melhor da "inteligentzia" nacional...
Os movimentos migratórios atuais criam novos estereótipos. Que levam à negação da existência, ou, melhor, da coexistência de uma emigração de perfil tradicional, num eterno recomeço... Portugal é o País das migrações sem fim, como eu não deixei de lembrar nos tempos em que nascia a AEMM e em que a "classe política", se me posso permitir esta generalização, acreditava que a adesão à CEE, com a sua promessa de desenvolvimento ascensional, pusera termo a um fenómeno até então considerado como inelutável...
Vamos agora, ao longo de dois dias de diálogo, falar, saber mais sobre a emigração feminina, sobre as jovens envolvidas no recomeço destas grandes vagas migratórias e, igualmente, sobre as que têm já um longo percurso nas comunidades, questionando a relação entre género e formas de expressão na política, no associativismo, nas artes, na prática empresarial...
As mulheres terão a palavra para fazer prognósticos sobre o seu futuro no movimento para o futuro das comunidades, enquanto parte integrante da nação portuguesa em diáspora universal.
Maria Manuela Aguiar
Mais fotos em www.facebook.com/MulherMigranteVenezuela
Subscrever:
Mensagens (Atom)
















