segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Mulher Migrante Venezuela | Manuela Aguiar: Ex-governante apoia as mulheres diretivas portuguesas na Venezuela

Caras Amigas,

É com muito entusiasmo que aqui, em Portugal, acompanhamos os trabalhos de preparação do próximo Congresso da Mulher Migrante na Venezuela e que tomamos conhecimento do merecido apoio que recebem dos nossos Diplomatas, das Autoridades portuguesas na Venezuela.

Digo “entusiasmo” e poderei acrescentar “admiração e orgulho” pelo percurso até agora realizado e que o II Congresso projetará para o futuro. É uma prova do que as Mulheres, quando se lançam numa grande aventura de solidariedade e progresso são capazes de fazer pelas suas comunidades.

Numa fase em que as dificuldades são maiores, maior é a importância do associativismo e do voluntariado feminino, pelo que contribui para a expansão do mundo da lusofonia, e para encontrar resposta a tantos problemas concretos. As Portuguesas da Venezuela tornaram-se, no século XXI, um paradigma de intervenção cívica, que as coloca na vanguarda do vasto espaço da nossa Diáspora.

Cheia de natural expectativa e esperança, envio votos de uma profícua reunião no Consulado de Portugal em Caracas. Para todas, o meu abraço.

Maria Manuela Aguiar
Fundadora da “Mulher Migrante” em Portugal


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Mulher Migrante Venezuela | Embaixatriz de Portugal na Venezuela felicita as mulheres diretivas portuguesas na Venezuela

É com muito prazer que me dirijo a todas as mulheres imigrantes portuguesas na Venezuela.

No dia 9 de Novembro, realiza-se o II Congresso da Mulher Imigrante, onde serão abordados temas relacionados com as necessidades e preocupações de todas as mulheres.

Se a decisão de emigrar pode ser difícil para as famílias que deixam o seu país e a sua cultura, para as mulheres torna-se fundamental, na maioria das vezes, colocarem a sua devoção à família à frente das suas ambições pessoais e profissionais.

Eram elas, mulheres e mães, que ficavam muitas vezes sozinhas com os filhos até receberem uma “carta de chamada”, a qual permitia a reunião familiar. E, mais tarde, no país de acolhimento o papel das avós e mães é reconhecido pela sua determinação em manter vivos os valores e tradições de Portugal, ao mesmo tempo que se esforçavam para se adaptarem e obterem a “naturalização” no novo país.

Assim, espero, brevemente, no congresso, ouvir muitas mulheres para que possamos conhecer melhor o contributo da mulher portuguesa no desenvolvimento deste país e também deixar às novas gerações um testemunho de vontade e perseverança.

Maria Teresa da Silva Relva
Embaixatriz de Portugal na Venezuela


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Mulher Migrante Venezuela | Carlos Páscoa: Deputado em Lisboa saúda as mulheres diretivas portuguesas na Venezuela

Caras amigas,

Gostaria de enviar a todas e todos os participantes da reunião preparatória do II Congresso Nacional da Mulher Portuguesa na Venezuela uma saudação muito especial.

A necessidade de valorizar a mulher portuguesa da diáspora é mais atual do que nunca.

Todos sabemos que as listas das Direções das Associações Portuguesas e de Luso Descendentes espalhadas pelo mundo são compostas em sua maioria por nomes masculinos, no entanto, quem efetivamente faz funcionar essas Associações é o corpo feminino, que atua na retaguarda e na maioria das vezes praticamente invisível.

Tudo que é ligado ao apoio social, à cultura, ao ensino da língua portuguesa e à gastronomia está relacionado com o corpo feminino, a quem, repito, não é dada a devida valorização, por isso, entendo que é tempo de se colocar este tema sobre a mesa e com total prioridade para que seja discutido longe de qualquer preconceito.

Um abraço a todas e todos e votos de muito sucesso.

Carlos Páscoa
Deputado à Assembleia da República


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Mulher Migrante Venezuela | Cônsul Geral de Portugal em Caracas enaltece trabalho das mulheres diretivas portuguesas na Venezuela

Em primeiro lugar queria desculpar-me, mas anteriores compromissos impedem-me de poder estar presente na reunião de preparação do II Congresso Nacional da Mulher Portuguesa na Venezuela que decorre nas instalações deste Consulado-Geral, no sábado dia 11 de Outubro de 2014.

Não quero, no entanto, deixar de, por este meio, desejar as maiores felicidades a estes trabalhos preparatórios que demonstram o cuidado com a organização do referido Congresso que terá lugar em Caracas, no próximo dia 9 de Novembro.

Esta magna reunião irá tratar de temas tão significativos como os portugueses de sucesso na Venezuela, as mulheres e os jovens portugueses neste país ou a importância e valorização da língua e cultura portuguesas. Face a temas tão expressivos e de tão grande interesse, exorto à presença do maior número de participantes, pois só juntos é que podemos melhor identificar as questões a que é necessário dar resposta.

Bem hajam e desejo os maiores êxitos aos trabalhos.

Luiz de Albuquerque Veloso
Cônsul-Geral de Portugal em Caracas


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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

“Mulher Migrante de Venezuela” discute a portugalidade (in Correio de Venezuela)


“Mulher Migrante de Venezuela” discute a portugalidade
O segundo congresso da associação decorre a 9 de Novembro, em Caracas.

Já está marcado o II Congresso Nacional da Mulher Migrante na Venezuela: Será a 9 de Novembro, domingo, no Salão Caroní, no Hotel Gran Meliá Caracas, uma forma de celebrar a portugalidade na Venezuela. O programa contempla, na abertura, a recepção aos participantes e a entrega do material que será usado durante o evento. De seguida, a secretária geral e a comissária do congresso dirão umas palavras de boas-vindas.

De início, haverá dois painéis: O primeiro tratará sobre a mulher luso-venezuelana, e o segundo sobre a língua portuguesa na Venezuela. Depois, será realizado um debate público sobre ambos. No final, os participantes terão um intervalo para almoço por conta própria.

Após o almoço, terão lugar os terceiro e quarto painéis, que terão como conteúdo os luso-descendentes com êxito e a juventude luso-venezuelana. Depois disto, lugar para um debate público, seguindo-se um coffee-break.

O quinto e último painel será acerca da portugalidade na Venezuela e no mundo, com o respectivo debate público. O evento termina com a apresentação das conclusões.

O evento de 2013, ‘Congresso Mundial da Mulher Migrante’, foi considerado um êxito. A reflexão no final da nota de imprensa, no encerramento deste evento, dizia: “Esta reunião era para celebrar: O cenário, o presente, reflectir, questionar as múltiplas facetas da cidadania das mulheres. Demos mais um passo no longo caminho pela frente no mundo da diáspora, e, em particular, da diáspora no feminino. Como disse o poeta, “o caminho faz-se andando”, e esta associação, a pé, iniciada pelas mulheres e os homens de valores, faz com que os combatentes e os desejosos de um mundo melhor tenhamos todos mais confiança, apesar das limitações, mas já com os olhos postos no futuro.”

Fernando Cámara


Autor: Correio de Venezuela (editorial@correiodevenezuela.com)
Jueves, 25 de Septiembre de 2014




quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Mulher Migrante Venezuela: Órgãos Sociais 2014


Presidente
Nasceu em Pardilhó (Aveiro, Portugal)
Professora no estado Vargas

Vice-Presidente
Nasceu em Santo António (Funchal, Portugal)
Doméstica no estado Carabobo

Secretária
Nasceu em Valencia (Carabobo, Venezuela)
Professora no estado Carabobo

Tesoureira
Nasceu em Caracas (Distrito Capital, Venezuela)
Contabilista no Distrito Capital

Vice-Tesoureira
Nasceu em São Paio de Oleiros (Santa Maria da Feira, Portugal)
Contabilista no estado Miranda

Primeira Vogal
Nasceu em Seixal (Porto Moniz, Portugal)
Empresária no estado Aragua

Segunda Vogal
Nasceu em Caracas (Distrito Capital, Venezuela)
Advogada no estado Miranda

Conselho de Representantes da associação “Mulher Migrante Portugal” na Venezuela

REPRESENTANTES NA VENEZUELA
Art. 10º, nº2       Art. 12º, nº 1 alínea a)       Art. 19º dos Estatutos

  
Lista de Representantes da associação “Mulher Migrante na Venezuela” aprovada, por unanimidade em Caracas a 14 de junho de 2014

Ratificada pela associação “Mulher Migrante em Portugal”, por unanimidade na Assembleia Geral realizada em Lisboa a 30 de junho de 2014

Mulher Migrante Venezuela: Plano de Atividades 2014


PRIMEIRO TRIMESTRE 2014
Oficialização da Associação Nacional “Mulher Migrante” na Venezuela

SEGUNDO TRIMESTRE 2014
Interatividade com a rede associativa nos estados Carabobo, Aragua, Miranda, Vargas e Distrito Capital.

TERCEIRO TRIMESTRE 2014
Interatividade associativa luso-venezuelana do Norte, Sul, Ocidente e Oriente do país. Reunião geral no Consulado Geral de Portugal em Caracas.

QUARTO TRIMESTRE 2014
2º Congresso Nacional da Mulher Migrante na Venezuela com a participação da rede associativa luso-venezuelana e a intervenção de personalidades portuguesas vindas do exterior.

Mulher Migrante Venezuela: Princípios e Objetivos


A associação nacional “Mulher Migrante” na Venezuela dinamiza o movimento associativo feminino português local com 14 instituições luso-venezuelanas. Foi oficializada pelas autoridades da República Bolivariana da Venezuela a 05/02/2014.

OBJETIVOS
  • Promover, organizar e executar qualquer tipo de atividade que possa contribuir ao estudo da problemática da migração feminina luso-venezuelana
  • Fomentar a Colaboração com aquelas mulheres profissionais e dirigentes de associações luso-venezuelanas
  • Combater as ideias e movimentos xenofóbicos
  • Promover o apoio e integração da mulher na sociedade luso-venezuelana e a defesa dos seus direitos de participação social, económica e política

ATIVIDADES
Para alcançar os objetivos mencionados, a Associação deverá:
  • Apoiar, promover, profundizar e dinamizar redes de intercâmbio entre mulheres da comunidade luso-venezuelana e pessoas interessadas nos aspectos históricos, sociais, económicos, culturais e jurídicos das migrações
  • Cooperar nas áreas de interesse profissional e económico
  • Organizar encontros e atividades com aspectos de interesse para mulheres migrantes
  • Promover a igualdade de participação entre mulheres e homens no meio familiar, profissional, social e público

Mulher Migrante Venezuela: Convite ao II Congresso Nacional da Mulher Portuguesa na Venezuela


Carta de Fatima Pontes (directiva de “Mulher Migrante” en Venezuela)

Hola a todos nuestros amigos, debo manifestar que falleció mi mamá, María Celeste de Pontes, o como la llamaban So Pontes, en verdad no es fácil dar esta noticia luego de 2 meses de intensa lucha mamá cerró sus ojos, y sólo me queda recordarla junto a Vanda, como era ella sólo ella, única y muy lúcida que admirare siempre.

Pendiente de su Portugal, de su Isla Madeira, de esta Venezuela que tanto amó, de su Folklore, sus costumbres, de su familia, de sus hijos, de esos logros profesionales que los apreció con orgullo, y sobre todo ese decir sencillo, vayan hay que apoyar si nos necesitan, hay que ir.

En la parte cultural y asociativa trabajó para fundar el Lar Lusitano, hoy en día la Casa Portuguesa Venezolana Valencia, y del Folklore Lusitano de Valencia, actualmente grupo "Saudades", y por supuesto en estos últimos años su corazón con el Festival de Danzas Folklóricas Internacionales. Lo importante que disfrutó de todos estos momentos que la vida le dió....

Quiero agradecer a todas las personas, familiares y amigos, que estuvieron siempre apoyándonos. A la Universidad de Carabobo, Consulado de Portugal en Valencia, Padre Pedro Freitas, Federación de Centros Portugueses en Venezuela, Asociación Mulher Migrante Venezuela, Cámara Venezolana Portuguesa-Valencia, Casa Portuguesa del Edo. Aragua, Academia de la Espetada Maracay, Casa Portuguesa Venezolana-Valencia, Centro Social Madeirense, Comisión Día de Portugal- Valencia, Presidencia de PortuNoticias Prensa Internacional (Adé Caldeira), Comité Rector Festival Danzas Folklóricas Internacionales, Grupo ensamble UC. Grupo de Teatro Histrionis del Centro Ítalo de Valencia. Por favor disculpen, si se me pasa por alto alguna otra institución.

A sus médicos tratantes Dr. Gil Fernández Pereira y la Dra. Zoraida Méndez Padrón.

En nombre de su familiares y sus hijas Fátima y VandaPontes. Nuestro agradecimiento de corazón.

La vida no se mide por la veces que respiramos, sino por aquellos momentos que nos dejan sin aliento” (Alessandro Mazariegos)


Fatima Pontes, directiva de “Mulher Migrante” en Venezuela

Comunicado | Mulher Migrante Venezuela: Fallecimiento de la madre de nuestra directiva Fátima Pontes


La asociación nacional “Mulher Migrante” en Venezuela informa del fallecimiento de la Sra. Celeste Pontes, madre de nuestra colega directiva la Dra. Fátima Pontes, persona de alta estima en nuestros medios asociativo lusovenezolano, empresarial y folclórico.

Nuestra Junta Directiva se une al doloroso pesar por tan lamentable pérdida y hace extensivo sus pésames a su hermana Vanda Pontes, familiares y amigos.

Contacto prensa: Milu de Almeida

Programa del II Congreso Nacional de la Mujer Portuguesa en Venezuela

II Congreso Nacional de la Mujer Portuguesa en Venezuela
La portugalidad en Venezuela

Domingo 9 de Noviembre de 2014 a las 10:00 am
Hotel Gran Meliá Caracas - Salón Rio Caroní




Apertura del 2° Congreso Nacional de la Mujer Migrante en Venezuela

Recepción de las congresistas y entrega del material para el congreso

Palabras de bienvenida

Presentación de la Secretaria General y de la Comisaria del Congreso

            Panel 1 | La mujer lusovenezolana

            Panel 2 | Lengua portuguesa en Venezuela

                        Debate público sobre los paneles 1 y 2

Receso para almuerzo (por cuenta propia)

            Panel 3 | Lusodescendientes con éxito

            Panel 4 | Juventud lusovenezolana

                        Debate público sobre los paneles 3 y 4

Coffee-break

            Panel 5 | Portugalidad en Venezuela y en el mundo

                        Debate público sobre el panel 5

Aprobación de las conclusiones

Clausura del 2° Congreso Nacional de la Mujer Migrante en Venezuela


Contactos: mail, pagina internet y redes sociales

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Comunicado | Mulher Migrante Venezuela: “As novas gerações estão a afastar-se das raízes portuguesas e por isso que Portugal deve reforçar a relação ibero-americana” | Dia Internacional do Migrante


Para poder falar da nova emigração é preciso rever a sua história, para assim melhor compreender as mudanças que ao longo do tempo têm vindo a suceder. Para isso é importante saber os motivos que levaram, no passado, o povo português a procurar novos horizontes. Razões várias, dos tempos mais remotos à atualidade, justificam este fenómeno. De assinalar a falta dos meios de subsistência responsáveis pelo "êxodo" de emigrantes isolados e de famílias inteiras, hoje radicadas nos diversos países de imigração. É também importante assinalar as circunstâncias de natureza política que as determinaram, associadas a perseguições desta natureza, à falta de liberdade de expressão, à guerra nas antigas colónias e a práticas sociais dominantes que impulsaram a fuga de muitos jovens, antes ou durante o cumprimento do serviço militar.

A família portuguesa tendeu sempre a acentuar o aspeto da identidade, colocando de lado qualquer apelo de integração, pois este era entendido e sentido como uma ameaça à sua identidade. Os emigrantes portugueses procuraram sempre manter uma unidade cultural que os impedia de integrar as sociedades onde se inseriam, mantendo sempre a esperança e o desejo de regressar ao seu país de origem. No entanto, “a dinâmica de uma sociedade multicultural e intercultural assenta, por um lado, na cultura da autonomia, por outro, na obrigatoriedade da participação e o emigrante português, fixado na ideia de regresso, sentia pouca vontade de participar e de se integrar na nova comunidade”.

Gradualmente, este tipo de emigração sofreu alterações. Se o projeto primeiro era angariar o máximo de dinheiro no mínimo de tempo, para poder regressar, cedo a família deu-se de conta que esse projeto económico não era realizável no espaço de tempo sonhado e, prolongando-se, entrava em conflito com outros objetivos importantes - A formação escolar das crianças exigia o adiamento do regresso e obrigava a uma certa integração de facto, em conflito com a ideia do regresso. A redistribuição de papéis na família, muitas vezes de forma pouco fiel à tradição, começava a afirmar-se à medida que as mulheres encontravam formas de trabalho remunerado.

Através de testemunhos podemos constatar que a educação familiar teve um peso significativo na formação e na vida das mulheres de origem portuguesa, tendo muitas delas relatado que os pais eram severos e austeros, ensinando principalmente os costumes da sociedade portuguesa. Relatam que tiveram uma educação diferenciada em comparação aos irmãos, pois, não gozando de nenhuma liberdade, deveriam ser acompanhadas sempre que saíam de casa, seja pela mãe ou por um irmão. Os pais controlavam bem de perto a sua vida até ao casamento, para entregar a filha "intata" ao futuro marido.

No entanto, as mulheres da segunda geração, que atingiram um nível educativo superior, são pessoas na maioria das vezes com uma identidade ambígua. Conhecem bem os padrões da pátria dos seus pais, não partilham a sua rigidez, mas gostam dos seus hábitos alimentares e das reuniões familiares aos domingos e nos dias de festa. No entanto, já não conseguem ter grande fluência na língua dos pais, limitando o seu vocabulário ao indispensável para a comunicação doméstica. Isto traz como consequência que seja mais fácil expressarem-se na língua do país onde vivem e muitas vezes já nem se identificam como portuguesas.

Se bem é certo que nos princípios da emigração portuguesa, no que se refere à Venezuela, observamos a típica emigração da mala de cartão, a saudade do país que deixaram atrás e da família que só voltariam a ver depois de muitos anos, não é menos certo que esta emigração logrou inserir na comunidade venezuelana e trespassar as barreiras culturais e linguísticas que num principio lhes parecia quase impossível. Os portugueses estão hoje perfeitamente integrados na cultura, na sociedade e na vida económica venezuelana. No entanto também observamos que as novas gerações estão a afastar-se das raízes portuguesas. É por isto que Portugal deve reforçar a relação ibero-americana, que deve passar pelo fortalecimento nas áreas política e económica, mas também pelas educativa e cultural. Não podemos perder de vista que o multiculturalismo e a globalização são fenómenos crescentes e irreversíveis.

A Associação Mulher Migrante na Venezuela deseja a todos os migrantes residenciados neste país um futuro de esperança, paz e armonia. PAZ NA TERRA AOS HOMENS E MULHERES DE BOA VONTADE.

Contacto: Milu de Almeida (Presidente)

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A 4 de dezembro de 2000 a Assembleia Geral da ONU,devido ao aumento dos fluxos migratórios no mundo, proclamou o dia 18 de Dezembro dia dos migrantes internacionais. Dez anos atrás, neste dia, em 1990, a Assembleia já aprovara a Convenção Internacional sobre a protecção dos direitos de todos os trabalhadores migrantes e membros das suas famílias.

No seu relatório à Assembleia Geral, em outubro de 2013, o secretário-geral delineou um plano ambicioso de oito pontos para que a migração obtenha benefícios : migrantes, as sociedades de origem e também do destino. "A migração é uma expressão da aspiração humana de dignidade, de segurança e de um futuro melhor. É parte do tecido social da nossa condição como uma família humana", disse o secretário-geral nas suas observações.


terça-feira, 29 de outubro de 2013

Mulher Migrante na Venezuela: Comunicação de Milú de Almeida no Congresso Mundial “Mulher Migrante”, Lisboa 2013


Encontro Mundial - Mulheres da Diáspora - “Expressões Femininas da Cidadania”
Palácio das Necessidades - Largo do Rilvas - Lisboa, 24 e 25 de Outubro 2013

Comunicação de Milú de Almeida


PROBLEMÁTICA E RAZÃO DA EXISTÊNCIA DO ASSOCIATIVISMO NA VENEZUELA

Para falar de associativismo devemos primeiro definir o conceito de associação.

A associação é uma faculdade tanto social dos indivíduos como um meio de unir esforços e partilhar ideais através da associação de pessoas para fornecer respostas coletivas a certas necessidades ou problemas.

Os indivíduos são ambos os seres seletivos e sociais que por um lado sentem a necessidade de associar-se, e por outro são capazes de escolher com quem, porquê e como, pelo que podemos falar de uma necessidade social de afinidade seletiva.

A associação é um instrumento de participação, caracterizado por surgir a partir do acordo, em que um grupo humano, em conformidade com as vontades que o compõem, considera-se ter interesses semelhantes e um objetivo comum para alcançar, formando assim uma associação em particular.

Uma vez esclarecido o conceito de associação, vamos então falar do associativismo na Venezuela, a sua problemática e porquê está a aumentar a necessidade de diferentes associações no país.

Em primeiro lugar o estatuto de imigrante, contra o que podem pensar muitos, é muito difícil. Estar longe da família, entes queridos, seus costumes e tradições leva o imigrante a sentir-se sozinho e isolado e daí a necessidade de ter algum lugar que o faça recordar a terra onde nasceu.

Na Venezuela, surgiram nos últimos anos, dois fatores importantes que levam os imigrantes cada vez mais a reunirem-se em associações: a insegurança e a situação sócio-económica.


SITUAÇÃO SÓCIO-ECONÓMICA

Quanto à situação sócio-económica é bem conhecida a grave crise que atravessa o país.

Um país onde os controles de câmbio e alta inflação, trouxeram como consequência que a nossa comunidade esteja cada vez mais afastada da Pátria que a viu nascer.

Preocupa enormemente que o Governo Português tenha uma noção errada da situação económica da comunidade portuguesa na Venezuela. A nossa comunidade não é a que assiste e promove os almoços e eventos com os nossos políticos quando se deslocam para a Venezuela. Isso é uma minoria. A realidade é que temos uma comunidade com dificuldades económicas e muitos vivem em extrema pobreza. Ainda para agravar mais a situação, de 800 portugueses que recebiam o ASIC, hoje estão a receber esta ajuda somente 25. Tudo isto devido a uma atualização dos subsidiados.

É certo que houve que sincerar estas ajudas, mas com a esperança de que se aproveitasse o orçamento para ajudar outros mais necessitados. Isto não sucedeu.

Agora as nossas associações são lugares donde todos os dias chegam pedidos de ajuda e aqueles que fazem parte destas associações promovem eventos para poder solucionar, em parte, muitos dos problemas financeiros da nossa comunidade.

·         Temos assim, por exemplo, as Academias da Espetada. A Academia Mãe que é a da Cidade de Maracay, Academia da Espetada de Caracas, Academia da Espetada de Cidade Guayana e Academia de Barquisimeto. Estas Academias são geridas por mulheres que se chamam Amigas. O seu único objetivo é ajudar aqueles que precisam. Juntam-se todos os meses e partilham um jantar. Com o que obtêm destes jantares fazem as suas obras de beneficência tanto a idosos como a jovens.

·         As Academias do Bacalhau geridas por homens que se chamam compadres. Igualmente também se reúnem todos os meses a partilhar um jantar com bacalhau e as receitas são para ajudas benéficas. Existe a Academia do Bacalhau de Caracas, que ademais de ajudar casos pontuais, suporta o Lar de Idosos Padre Joaquim Ferreira. Academia de Maracay e Valencia com o mesmo objetivo e o Lar de Idosos de Maracay. Recentemente foi oficializada a Academia dos Altos Mirandinos que colabora com o Santuário Virgem de Fátima que se está a construir nessa região.

·         Associação Só Bem, Netas do Lar Padre Joaquim Ferreira, Sociedade de Beneficência de Damas Portuguesas. Todas elas ajudam pessoas necessitadas e as Netas partilham com os idosos duas vezes por mês com merendas e almoços convívio.

·         Fundação Martins atende crianças e jovens com paralise cerebral. Têm 37 casos na Fundação, mas têm censados 2.700 casos.

·         Associação de Jovens Luso-Descendentes e Federação Americana de Jovens Luso-Descendentes.

·         Filhos de Portugueses espalhados pelo Mundo funciona esta Associação na Net através da sua página web.

·         Existem ademais Associações que pretendem partilhar o saudosismo do lugar de nascimento e com o convívio que fazem anualmente ajudam a manter não somente as suas tradições mas também se unem para auxiliar os que precisam. São estas: Os Filhos do Faial, de Santa Cruz, de Câmara de Lobos, Associação de São Vicente, Associação de Santa Maria da Feira, Virgem de Fátima de Guatire, Virgem de Fátima de Los Teques, Associação do Minho, Associação do Alentejo.

Estão ativos 21 clubes ou centros portugueses em todo o país. Estes clubes, se bem são geridos na sua maioria por homens, têm as Comissões de Damas conformadas pelas respectivas esposas dos senhores das Juntas Diretivas.

Entre as funções principais da Comissão de Damas estão, planejar e executar atividades de caráter recreativo e social, dirigidas a toda a massa associativa, com ênfase especial para as crianças. Entre as responsabilidades delas está o apoio aos sócios, família, empregados, pessoas da comunidade portuguesa e da sociedade venezuelana que requerem de apoio para tratamentos médicos, operações, consultas, pessoas mais carenciadas. As atividades delas são pilar fundamental do compromisso social que devem por convicção exercer no peito da instituição e da sociedade em geral.

Também dentro das funções delas está planejar e executar as atividades que o clube oferece aos seus empregados e família, como as festividades de Natal, o dia da criança, o dia da mãe, do pai entre outros.

A sua contribuição para o endereço de relações públicas é fundamental. Entre as duas áreas promovem eventos como a eleição da rainha e madrinha do clube, princesas e princesinhas de carnaval, a festa dos quinze anos, festa cor de rosa a favor da luta contra o cancro de mama e a coordenação dos atos religiosos do clube, como as confirmações, comunhões, entre outros.

Ademais destas Associação e Clubes, existem no país 30 Agrupações Folclóricas que trabalham gratuitamente para causas benéficas.

Tanto Associações como Clubes são lugares de encontro da comunidade portuguesa na Venezuela e são sítios para fomentar a continuidade da nossa cultura neste país.

Os apoios a estas Associações e Agrupações têm sido até aos momentos quase inexistentes na Venezuela, um país com uma extensão territorial tão imensa, as Associações que se encontram em lugares remotos e de poucos recursos, fazem um duplo esforço para poder sustentar-se:

Cada dia é mais difícil o intercâmbio cultural com artistas, historiadores, escritores da nossa Pátria, pois a atual situação económica conjuntamente com a desvalorização monetária, tornam praticamente impossível a realização duma atividade tão importante como esta e é lamentável que os Governos de turno não tenham sabido aproveitar o saudosismo das iniciativas de promoção de atividades culturais ou sociais em todas as suas manifestações e que muito têm beneficiado a Lusitaniedade além fronteiras.


INSEGURANÇA

Venezuela registrou um total de 16.000 homicídios em 2012. Isto representa uma taxa de 54 homicídios por 100.000 habitantes, quase +14% que no ano anterior, segundo dados relatados pelo governo, que prometeu reforçar medidas para combater a insegurança.

No entanto, a organização Observatório Venezuelano da Violência (OVV) argumenta que os assassinatos no ano passado foram 21.000 registrados que eleva a taxa de 73 mortes por 100.000 habitantes, segundo dados não oficiais citados no seu relatório de 2012, Venezuela é o país latino-americano mais violento.

O problema da insegurança na Venezuela é bastante grave. De acordo com um relatório da ONU publicado em setembro no ano passado, tornou-se o 6º país com maior taxa de homicídios do mundo, de 206 países comparados; Nós somos o país com o maior número de homicídios na América do Sul.

Pelo menos 149 mortes violentas ocorreram em Caracas até nos primeiros nove dias do mês de agosto, segundo dados não oficiais. De acordo com o jornalista do “El Nacional”, Javier Ignacio Mayorca, o número de mortes de forma violenta é aproximadamente de 16 por dia.

Uma média de quase 18 corpos cada dia foram admitidos na morgue de Bello Monte nos primeiros treze dias do mês de outubro que de acordo com o montante total chegou aos 230 cadáveres na Medicature forense de Caracas.

Fontes da Universidade Central da Venezuela dizem que a nação lidera o ranking de violência global.

Na América Latina a média é de 30 homicídios por 100.000 habitantes. Na Venezuela é de 44 homicídios, ou seja, nós estamos (19 homicídios) acima da média latino-americana e de acordo com a UNESCO é a taxa mais alta do mundo. Isto significa que ocorre aproximadamente cada meia hora um assassinato no nosso país.

Diferentes áreas da administração de especialistas do sistema de Justiça concordam que apenas 7% das mortes são resolvidos, e 93% permanecem impunes. O Sociólogo Dr. Roberto Briceño León do Observatorio Venezuelano da Violência pensa que este ano Venezuela atingirá os 25.000 homicídios ou mortes violentas.

Como consequência da situação anteriormente exposta, a Comunidade sente a necessidade cada vez mais do encontro em lugares que possam proporcionar-lhes entretenimento e ao mesmo tempo segurança, tanto para eles como para as suas famílias.

Clubes e associações fornecem esta oportunidade, pois eles contêm os espaços necessários para o desfrute desportivo e cultural com um mínimo de risco. Ao mesmo tempo, frequentar esses lugares, de alguma forma contribui com a aquisição da portugalidade de que estamos todos orgulhosos.

Hoje é extremamente angustiante para os pais ver os filhos saírem a divertirem-se, como é o direito de cada cidadão, devido a anarquia vigente no país. Estes lugares são hoje mais necessários do que nunca. No entanto, é lamentável que só uma minoria tenha acesso a eles por causa do custoso que significa ser sócio de um destes clubes. Muitos enfrentam sérias dificuldades para cobrir a mensalidade que deve ser paga, mas é quase uma obrigação fazê-lo, pois a segurança dos nossos filhos é o mais importante.

Hoje em dia, no país em que vivemos pertencer a um clube ou uma associação não é um luxo, mas sim uma necessidade.

Faço aqui um apelo ao Governo Português para que ponha mais atenção aos problemas das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, porque muitas destas comunidades estão a atravessar graves problemas.

Lamentavelmente a Comunidade Portuguesa na Venezuela está a passar momentos difíceis. Nós não pedimos imigrar.

Ninguém imigra porque quere. A situação de miséria e fome que vivia Portugal levou muitos dos nossos antepassados a tomar esta decisão.

Pode-se dizer que aliviamos o País dum gasto público maior, mas também há momentos que estes filhos que foram criados por uma mãe adotiva precisam da mãe de criança.

Não se esqueçam, senhores políticos!


Bibliografia
·         Correio da Venezuela
·         Observatório Venezolano de Violencia
·         Reportero 24
·         Diario La Voz
·         Diario del Caroní
·         Código Venezuela
·         El Universal
·         Ponencia Associativismo por Lic. Luisa Campos – 2º Congreso Nacional de la Mujer Luso-Venezolana
·         Ponencia Associativismo del Profesor Jany Moreira - Encuentro de Luso Descendientes






Manuela Aguiar: Discurso de abertura do Congresso Mundial “Mulher Migrante”, Lisboa 2013

Uma primeira palavra de agradecimento por estarem nesta reunião a que todos somos convocados por uma grande vontade de "fazer futuro" com as forças e as dinâmicas criadas pelo movimento constante das migrações.

É este o sentido que queremos dar a uma comemoração tão especial, porque, mesmo que nos permitamos alguns momentos de nostalgia na memória de pessoas e de acontecimentos inesquecíveis, é, sobretudo, a visão prospectiva que nos motiva.

São 20 anos da "Mulher Migrante- Associação de Estudos, Cooperação e Solidariedade".

20 anos de intenso envolvimento na vida das comunidades da Diáspora, olhando a sua situação e o seu evoluir, através da ação, das perspectivas e projetos de mulheres, que estão, ainda quando não parecem estar na base da sua construção e das suas profundas transformações.

20 anos de estudo: de apelo constante a um encontro de mundos, não muito fáceis de aproximar - o mundo do "saber de experiência feito" e o da investigação científica - que sempre, com excelentes resultados, procuramos pôr em diálogo nos numerosos congressos, colóquios, jornadas de reflexão, em que é pródigo este passado de duas décadas.

20 anos de cooperação e solidariedade com instituições de muitas comunidades e países e com sucessivos governos, no que poderemos chamar políticas de emigração, com uma componente fundamental de género.

Em Portugal, o embrião das políticas para a igualdade e promoção ativa da cidadania, através da audição das mulheres da diáspora, vem de longe, da meia década de 80, podendo nós, por isso, reclamar neste domínio um inquestionável pioneirismo, em termos europeus e universais - mais um dos assomos de vanguardismo com que o nosso País surpreende os outros, de vez em quando...

Mas foi preciso esperar pelo início do século XXI para podermos falar de políticas desenvolvidas com caráter sistemático, no cumprimento assumido, dentro e fora do País, das tarefas que o legislador constitucional impõe ao Estado para promover o aprofundamento da democracia, que passa necessariamente pela efetiva igualdade para as mulheres na vida da República, ou "res publica".

Julgo que podemos afirmar que e emergência de um novo ciclo de políticas para a igualdade, se abriu com os “Encontros para a Cidadania - a igualdade entre homens e mulheres”, realizados em diferentes regiões do mundo, entre 2004 e 2009, e agora continuados em Encontros Mundiais de caráter periódico, numa parceria entre o Governo e a "sociedade civil", conforme o previsto na inédita Resolução nº 32/2010, proposta pelo então deputado pela Emigração José Cesário.

A AEMM, cujas fundadoras haviam estado, quase todas, na organização do 1º Encontro Mundial em 1985, ligou, de uma forma explícita, querida e afirmada, o seu destino a este processo histórico - e o tê-lo conseguido até ao presente reforça a vontade de se transcender em novas iniciativas e colaborações cívicas, levadas a cabo, como sempre aconteceu em espírito de puro voluntariado e com o impulso de fortes convicções.

As políticas de género na emigração - e a AEMM pode bem testemunha-lo enquanto parceira de governos de diferentes quadrantes político partidários - são um exemplo de continuidade, de respeito pelos princípios constitucionais, vazados em boas práticas - uma continuidade que é coisa rara em Portugal, cuja vida pública é marcada pela tentação de destruir tudo o que vem do passado, por vezes até dentro do mesmo governo (com a simples mudança do titular da pasta), num quadro de permanente instabilidade, em rupturas e recomeços que significam tremendos desperdícios de meios e energias...

É, pois, muito bom poder, em contracorrente, prosseguir, com o Dr. José Cesário, o trabalho encetado com o Dr. António Braga, com a Dra Maria Barroso. a Presidente dos Encontros para a Cidadania, grande cidadã Portuguesa, que nos deu a honra de conosco tem estado, como inspiradora e aliada, desde o início.

20 anos, a perseguir a utopia igualitária! Utopia ainda, mas a permitir-nos falar em certezas de progresso, nas expressões femininas da cidadania, pondo em foco as suas realizações, nos múltiplos domínios em que interagem com os homens no espaço nas comunidades do estrangeiro. Na verdade, o todo das comunidades, os homens, como as mulheres, não estão ausentes das nossas preocupações, porque o equilíbrio que desejamos é necessariamente construído também com eles.

É a emigração toda que está no horizonte das nossas preocupações nesta conjuntura dramática que atravessamos, perante um êxodo desmesurado, em que as mulheres, pela primeira vez, ombreiam com os homens, e os trabalhadores menos qualificados, com o melhor da "inteligentzia" nacional...

Os movimentos migratórios atuais criam novos estereótipos. Que levam à negação da existência, ou, melhor, da coexistência de uma emigração de perfil tradicional, num eterno recomeço... Portugal é o País das migrações sem fim, como eu não deixei de lembrar nos tempos em que nascia a AEMM e em que a "classe política", se me posso permitir esta generalização, acreditava que a adesão à CEE, com a sua promessa de desenvolvimento ascensional, pusera termo a um fenómeno até então considerado como inelutável...

Vamos agora, ao longo de dois dias de diálogo, falar, saber mais sobre a emigração feminina, sobre as jovens envolvidas no recomeço destas grandes vagas migratórias e, igualmente, sobre as que têm já um longo percurso nas comunidades, questionando a relação entre género e formas de expressão na política, no associativismo, nas artes, na prática empresarial...

As mulheres terão a palavra para fazer prognósticos sobre o seu futuro no movimento para o futuro das comunidades, enquanto parte integrante da nação portuguesa em diáspora universal.

Maria Manuela Aguiar